A CADEIRA DA ÁGUIA
A cadeira da águia, novo romance de Carlos Fuentes, vai ao futuro para falar de velhas questões políticas que se perpetuam há séculos. A ação se passa no México do ano 2020. Por ordem de Condoleeza Rice, a presidenta norte-americana, o país está privado de internet, fax, telefonia, televisão, rádio e qualquer outra tecnologia que permita a comunicação interna e externa. Tudo porque o presidente mexicano, Lorenzo Terán, ousou negar-se a exportar petróleo para os EUA por um preço mais baixo que o estabelecido pela Opep. E também por ele ter se manifestado contra a intervenção americana na Col mbia. Como castigo, foi forjada uma falha técnica no Centro de Satélites da Flórida, do qual dependem totalmente as telecomunicações mexicanas. A história é toda contada por cartas e transcrições de fitas cassetes, trocadas entre altos funcionários do governo mexicano e seus amantes. Estão todos de olho na Cadeira da Águia, o cargo de presidente da república, que deverá mudar de mãos dentro de quatro anos. Há os que desejam ser eleitos, os que preferem eleger, os que acreditam em golpes de Estado e ainda os que se contentam em ir para a cama com o futuro dono do poder. A leitura das cartas oferece um panorama da intrincada rede de alianças, chantagens, vinganças, promessas, mentiras, corrupção e sedução que se estabelece.
Edad recomendada: Adultos jóvenes.
FUENTES CARLOS
Carlos Fuentes nació en Panamá en 1928, hijo de diplomáticos mexicanos, lo que le permitió vivir en diversos países durante su infancia. Fue uno de los escritores más influyentes del boom latinoamericano, junto a autores como García Márquez y Vargas Llosa. Su obra abarca novela, ensayo y teatro, destacándose títulos como La región más transparente, Terra Nostra y Gringo viejo. Fue embajador de México en Francia y recibió numerosos premios, entre ellos el Cervantes y el Príncipe de Asturias. Su literatura explora la identidad mexicana, la historia y el poder. Murió en Ciudad de México en 2012, dejando un legado fundamental en las letras hispanoamericanas.